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FOTO SD-PICTURES/ PIXABAY
O anúncio dos grupos selecionados será feito no dia 17 de janeiro, numa sessão dedicada a projetos comunitários de energia, a realizar nas instalações da cooperativa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. O arranque da mentoria está marcado para segunda-feira, dia 19 de janeiro.
A iniciativa insere-se no âmbito de um projeto financiado pela European Climate Foundation e está aberta a um máximo de 10 grupos. Os lugares serão preenchidos por ordem de inscrição, sendo a diversidade territorial e a motivação para participar critérios de desempate.
Ao longo de 10 meses, até outubro de 2026, os grupos participantes terão acesso a uma sessão individual de mentoria por semana e a uma sessão conjunta por mês, permitindo um acompanhamento regular do desenvolvimento dos projetos.
O programa segue os dez passos para o desenvolvimento de comunidades de energia por cidadãos, associações e autarquias, definidos no Guia Prático publicado pela Parceria Local de Telheiras, que servirá de base metodológica ao processo de mentoria.
“Existe um interesse crescente na criação de comunidades de energia por parte de associações e cidadãos, mas temos sentido que as pessoas sentem a falta de apoio continuado para estruturar e desenvolver os seus projetos. Este programa de mentoria pretende dar esse acompanhamento passo a passo”, explica a coordenadora executiva da Coopérnico, Ana Rita Antunes, citada em comunicado.
As Comunidades de Energia Renovável permitem que cidadãos se juntem para produzir e partilhar energia renovável e desenvolver outras atividades na área da energia, através de associações ou cooperativas, de acordo com o artigo 189.º do Decreto-lei N.º 15/2022.
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O programa inclui um objetivo prioritário de longo prazo de conciliar um bom nível de vida com o respeito pelos limites planetários no máximo até 2050. Estabelece igualmente seis objetivos prioritários para 2030 e identifica as condições necessárias para os alcançar. O progresso destes objetivos requer monitorização anual, levando em conta as condições para a sua concretização e o objetivo geral de chegar a uma mudança sistémica. Os autores do relatório definiram quatro indicadores de progresso: On track, Likely on track, Likely off track e Off track, ou seja, os que estão dentro dos objetivos, os que provavelmente estarão, os que provavelmente estão fora do objetivo e os que estão mesmo fora do objetivo.
Nos objetivos relacionados com a mitigação das alterações climáticas, os autores consideram provável que a redução da emissão de gases com efeito de estufa em pelo menos 55 % até 2030, relativamente aos níveis de 1990, se cumpra. Já os objetivos de remoção de gases de efeito de estufa provenientes do uso do solo e atividades florestais não está numa trajetória de cumprimento.
No que respeita aos objetivos de adaptação, é provável que não se cumpra a diminuição da área impactada pela seca e pela perda de produtividade da vegetação. Os objetivos de economia circular, seja a diminuição do consumo de matérias-primas virgens ou da produção de resíduos, estão numa trajetória de provável incumprimento.
No capítulo da poluição, as mortes prematuras atribuíveis à exposição a partículas finas estão numa trajetória de cumprimento – o único indicador de toda a lista nestas condições. Os indicadores de biodiversidade e ecossistemas estão todos em trajetória de provável incumprimento – proteção de áreas terrestres e marinhas, reversão do declínio populacional de aves comuns e aumento da conectividade florestal.
Relativamente às pressões relacionadas com a produção e consumo, os objetivos de redução de consumo de energia de quota modal de autocarros e comboios no transporte de passageiros também devem ficar por cumprir. Já os objetivos relativos ao rácio de utilização de material circular e à área agrícola cultivada organicamente estão mesmo em incumprimento.
O 2º evento do ciclo de encontros regionais da APIRAC, “Conversas Com o Setor”, teve recentemente lugar no Porto e envolveu uma sala repleta de instaladores e técnicos especializados para mais uma reflexão conjunta, desta vez a Norte do país, na cidade do Porto, sobre os desafios do Setor AVAC&R nacional.
Além de permitir a apresentação dos temas cadentes da atividade e a discussão livre das preocupações de quem trabalha diariamente no terreno, o evento serviu também para dar a conhecer em primeira mão a parceria estabelecida entre a APIRAC e o Eletrao - Associação de Gestão de Resíduos, muito concretamente as soluções no âmbito da recolha, tratamento e valorização de resíduos provenientes de equipamentos e embalagens, bem como fluidos recuperados para regeneração ou destruição, que estão contempladas pelo acordo para os Instaladores Associados da APIRAC, na forma de benefícios financeiros e operacionais.
A próxima sessão do ciclo terá lugar em Faro, já no próximo dia 15 de janeiro, mantendo o objetivo de escutar o Setor, identificar desafios comuns e preparar a transição para um futuro mais sustentável e regulado.