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O Centro Tecnológico para Indústria Térmica, Energia e Ambiente (CENTERM) foi recentemente acreditado para a extensão da certificação de profissionais para o manuseamento do CO2 no âmbito da regulamentação europeia relativa aos gases fluorados (F-Gases) e às suas alternativas. A acreditação foi concebida pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), na sequência das Circulares APIRAC n.º 22/2025 e n.º 24/2025. Esta acreditação abrange aplicações frigoríficas atualmente em funcionamento que utilizam CO2 como fluido frigorigéneo, integrando uma central frigorífica, uma câmara frigorífica e um expositor frigorífico a funcionar em paralelo. Diversos parceiros do setor, incluindo a APIRAC, estiveram envolvidos no processo de criação deste sistema de formação e avaliação em ambiente de simulação real. Estão disponíveis novas instalações para a realização da formação e dos exames de certificação profissional. Já em funcionamento em Lisboa, as instalações em Matosinhos abrirão em breve.
Assim, os técnicos do setor podem obter a Certificação B (CO2), obrigatória para todas as intervenções previstas nos Regulamentos (UE) 2024/573 e (EU) 2024/2215. Estas incluem atividades de instalação, reparação, manutenção, assistência técnica e desmantelamento de equipamentos e sistemas que utilizem dióxido de carbono. A certificação tem a validade de sete anos ao longo dos quais o detentor do certificado estará sujeito a acompanhamento anual por parte do organismo de certificação. No quarto ano após a obtenção da certificação, o técnico será submetido a uma verificação de competências, com o objetivo de avaliar a sua atualização face ao desenvolvimento tecnológico do setor e à regulamentação aplicável. As inscrições para a realização dos exames de certificação no CENTERM já estão abertas, devendo os candidatos cumprir requisitos mínimos de habilitações literárias.
A Comissão Europeia apresentou uma proposta de ato legislativo destinada a acelerar a descarbonização da indústria europeia, promovendo simultaneamente o crescimento económico, a criação de emprego e o reforço da base industrial da União Europeia. A iniciativa pretende aumentar a procura por tecnologias e produtos de baixo carbono fabricados na Europa, introduzindo novas regras aplicáveis à contratação pública e aos regimes de apoio estatal. Entre as medidas previstas está a criação de requisitos específicos de fabrico na União Europeia — designados “Made in EU” — e critérios de baixa pegada carbónica em setores estratégicos como o aço, o cimento, o alumínio, a indústria automóvel e as tecnologias neutras em carbono. A proposta segue as recomendações do relatório apresentado por Mario Draghi sobre a competitividade europeia e poderá vir a ser alargada a outras indústrias com elevada intensidade energética.
Outra das medidas previstas passa pela criação, em cada Estado-Membro, de um processo digital único de licenciamento, com o objetivo de simplificar procedimentos administrativos e acelerar a aprovação de projetos industriais. Bruxelas pretende ainda reforçar o peso da indústria transformadora na economia europeia, elevando a sua contribuição para o Produto Interno Bruto da União de 14,3% em 2024 para 20% até 2035. A proposta mantém a abertura da União ao comércio internacional, mas introduz mecanismos de reciprocidade no acesso à contratação pública. Países que permitam o acesso das empresas europeias aos seus mercados poderão beneficiar de igualdade de tratamento na Europa, nomeadamente os que participam no Acordo sobre Contratos Públicos da Organização Mundial do Comércio ou que possuam acordos de comércio livre ou uniões aduaneiras com a União Europeia. No caso de grandes investimentos superiores a 100 milhões de euros em setores estratégicos dominados por um único país terceiro — quando este controle mais de 40% da capacidade mundial — o novo quadro estabelece condições adicionais. Entre elas estão a garantia de empregos qualificados, a promoção da inovação, a transferência de tecnologia e a localização de pelo menos metade dos postos de trabalho na Europa.
Sendo uma das principais feiras de referência ibérica, a edição de 2026 ocupa três pavilhões de exposição e zonas exteriores, numa área superior a 35.000m2, com a presença de mais de 400 empresas, nacionais e internacionais. É a plataforma de negócios, de network e o palco de excelência para o lançamento de novos produtos, novas soluções e inovações do sector, destacando-se pela atribuição anual dos Prémios Tektónica Inovação. É oponto de encontro dos compradores profissionais e do público potencial comprador.
Realizado em simultâneo com o SIL – Salão Imobiliário de Portugal, os dois eventos registaram em 2025, mais de 33.500 visitantes, entre profissionais do sector e público em geral, demonstrando a capacidade conjunta destes dois eventos em gerar sinergias e potenciar negócios num verdadeiro marketplace dos sectores da construção e imobiliário.